segunda-feira, 8 de novembro de 2010

A muralha de Faro

A MURALHA DE FARO

As muralhas de Faro localizam-se na cidade de mesmo nome, em Portugal. Envolvem o núcleo urbano mais antigo da cidade, hoje designado por "Vila-Adentro" ou "Cidade Velha".

História

A sua construção remonta ao século IX, durante o reinado de Ben Bekr, um príncipe muçulmano de um pequeno reino que se tornou independente do emirato de Córdoba.
Durante o período Almóada foram erguidas duas torres albarrãs numa das entradas principais, conjunto actualmente conhecido como "Arco do Repouso].
Quando da invasão do conde de Essex (1596), o conjunto das muralhas sofreu pesados danos, tendo de imediato se iniciado a sua reparação, que se estendeu por décadas.
Posteriormente, no contexto da Guerra da Restauração, foram feitas diversas alterações às estruturas das ameias.
O terramoto de 1755 também acarretou extensos danos ao conjunto defensivo. Ao final do século XVIII, diante do avanço da piro-balística, as antigas muralhas deixaram de ter importância defensiva, sendo abandonadas. Como parte desse processo de degradação, no próprio local do antigo Castelo de Faro foi erguida, 1931, uma fábrica de cerveja, o que alterou significativamente a estrutura das muralhas.
Nas últimas décadas do século XX, esse conjunto vem sendo recuperado.

Notas

 De acordo com uma lenda local, o conjunto é assim denominado por nele ter "repousado" Afonso III de Portugal uma vez concluída a Reconquista portuguesa

Lenda da tomada de Faro aos mouros

LENDA DA TOMADA DE FARO AOS MOUROS

Parte das forças que atacaram o Castelo de Faro fora colocada no largo actualmente chamado de São Francisco, e estas forças eram comandadas por um brioso oficial, robusto e formoso rapaz, solteiro. Este oficial pôde ver, em certa ocasião, a formosa e gentil filha do governador mouro e dela ficou enamorado.  Em certo dia conseguiu o oficial que a sua namorada o recebesse em curtorendez-vous dentro do castelo, combinando-se que o mouro intermediário lhe abrisse, alta noite, a porta, hoje da Senhora do Repouso. 
À hora marcada, entrou o oficial no castelo e aí em doce colóquio se entreteve com a dama dos seus encantos. À hora de sair, acompanhou ela o seu querido namorado até à porta do castelo, levando consigo um irmão, criança de oito anos.
Quando se aproximaram da porta, disse-lhes o escravo que da parte de fora estava muita gente, pois que mais de uma vez lhes chegavam aos ouvidos vozes abafadas.
 O oficial, segurando nos braços a moura gentil, viu-se em eminente perigo. Avançou para fora com a moura e, quase ao transpor a porta, hoje conhecida pela Senhora do Repouso, notou que tinha nos braços não uma formosa jovem, mas apenas uns farrapos, que se desfaziam à mais pequena e leve aragem.
Olhou para o lado pela criancinha e não a viu. Então teve a profunda e tristíssima compreensão da sua desgraça. Caiu no chão sem sentidos.    
Nesse momento acudiram as forças do Mestre e de D. João de Aboim e os mouros tinham sido forçados a entregar o castelo, mediante uma avença com o Rei D. Afonso.
O oficial  dirigiu-se à porta do castelo. Ao entrar pelo Arco da Senhora do Repouso viu ao lado esquerdo a cabeça de uma criança que se assomava por um buraco.
 -O que fazes aí, menino? - Perguntou o oficial, conhecendo o irmão da sua namorada. 
 - Estamos aqui encantados: eu e a minha irmã.
  -Quem vos encantou?
-O nosso pai. Soube por uma espia que levavas nos braços a minha irmã acompanhada por mim e, invocando Allah, encantou-nos aqui no momento em que transpunhas a porta. Por atraiçoarmos a santa causa do nosso Allah aqui ficaremos encantados.
 -Por muito tempo?
 -Enquanto o mundo for mundo.

“Fez-se Faro poesia”

                             “Fez-se Faro poesia”



Embrenharam-se, renascidos, pela cidade dentro calcorreando largos e alamedas, praças e avenidas, e foram-na reconhecendo. Esta ruela uma quadra aquela rua foi soneto, rimei ambas e fiz-te poesia, e tu de mim Faro, fizeste poeta.

                                 Autor: Rui Guerreiro

Poesia

Em Faro nasceu a Sé Catedral,
é um orgulho para quem vive na capital!
Situa-se na freguesia da Sé,
pode ser visitada por todos, em geral!


A Sé tem capelas e até um museu!
O seu estilo arquitectónico é gótico,
e possui um órgão barroco exótico,
que eu gostava que fosse meu!


Autor: Carlos Costa

"A maravilha do Algarve"

Algarve maravilhoso,
com as suas praias douradas,
junta-se gente ao sol,
por essas lindas esplanadas!

Do Sotavento ao Barlavento,
tens várias maravilhas...
grande riqueza de alimento,
Variedade de gastronomia!

Todos vêm ao Algarve,
Vêm por gosto!
Criticam a nossa região,
Mas todos cá estão em Agosto! 

Os principais recursos naturais e sua gestão

        
O grau e o tipo de utilização dos recursos naturais de um território, estabelecidos através da maior ou menor intervenção do homem, sempre dominaram a história das civilizações. Na verdade, as sociedades humanas procuram sempre um equilíbrio, de tipo dinâmico, entre os recursos disponíveis e as necessidades alimentares e sociais, estas, últimas avaliadas pela dimensão da sociedade e pelos seus níveis de consumo.
Um conjunto de reguladores intervinha de forma a manter uma correspondência entre a pressão demográfica, o nível científico-tecnológico e os recursos da sua economia (baseada principalmente no turismo e na intensificação da agricultura do litoral).
O ordenamento orienta-se, justamente, neste sentido: procura definir o grau de intervenção do homem adequado às condições ambientais, mantendo a capacidade de regeneração (ou reposição) dos recursos explorados.  

Arroz de polvo

Ingredientes:Para 4 pessoas
  • 1,6 kg de polvo ;
  • 2 dl de vinho tinto ;
  • 150 grs de cebola ;
  • 1,5 dl de azeite ;
  • 2 dentes de alho ;
  • 350 grs de tomates frescos ;
  • 1 pimento verde ;
  • 320 grs de arroz ;
  • 1 ramo de salsa ;
  • piripiri ;
  • sal q.b.
Confecção:
Limpe o polvo das peles e lave bem. Depois de lavado, corte em pedaços pequenos.
Descasque a cebola e os dentes de alho e pique fino. Retire os pés os tomates e escalde estes em água a ferver. Depois tire-lhes a pele e as sementes. Corte-os em dados pequenos. limpe o pimento das sementes e corte, igualmente, em pedaços pequenos.
Leve um tacho ao lume com o azeite, os dentes de alho e a cebola. Deixe refogar.
Junte o pimento e em seguida os tomates. Adicione o polvo e deixe refogar por uns minutos.
Junte-lhe o vinho e um pouco de água. Deixe cozer. Tempere com sal e piripiri.
Quando o polvo estiver cozido, deite o arroz, devendo cozer mais 15 minutos. Polvilhe com salsa picada.
Conselho: Este arroz, depois de pronto, deve ficar um pouco líquido (chamado arroz malandro). O polvo, após amanhado, deverá ser mortificado (batido) com uma colher de pau, para ficar mais macio e levar menos tempo a cozer.